Pontos Turíticos
Parque Solon de Lucena
É um dos recantos mais bonitos da capital, senão a sua mais bela expressão paisagística. Constitui por assim dizer o centro mesmo da cidade, ao lado do Ponto de Cem Réis e de outros logradouros principais. Antigo sítio pertencente ao domínio dos Jesuítas, o local contava, em tempos recuados, com um verdadeiro bosque, mostrando a pujança da Mata Atlântica. As árvores circundavam a lagoa natural ali existente, lagoa esta depois incluída na urbanização geral do parque.
O conjunto formado pelo pântano, vegetação e lagoa, denominava-se Lagoa dos Irerês. Os jardins de hoje têm o traçado original do paisagista Burle Marx, podendo-se ver ainda o bambuzal e exemplares de pau-d’arco e de outras árvores da reserva da Mata-Atlântica, além das belas palmeiras imperiais que acompanham o desenho do lago central. Sofrendo reformas periódicas, mas sempre mantendo suas características originais, a Lagoa do Parque Solon de Lucena é um dos cartões de visita da cidade e um de seus pontos mais pitorescos para passeio, diversão e lazer. Tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Centro de João Pessoa.
Academia de Comércio Epitácio Pessoa
Foi inaugurada em 1922 e posteriormente reformada durante o governo de Ruí Carneiro, em 1940, apresenta arquitetura eclética. Suas janelas e painéis, de esquadrias arqueadas e conjugadas, do pavimento superior apresentam bandeiras com caixilhos em estilo art-nouveau. É tombado pelo IPHAEP desde 02 de dezembro de 1998. Localização: Rua Trincheiras, 45, Centro
Academia Paraibana de Letras
Na tarde do dia 14 de setembro de 1941, o professor Coriolano de Medeiros concretizou o seu ideal de criar a "Casa do Pensamento da Paraíba". Este era o único Estado da Federação que ainda não contava com uma entidade desse tipo. A reunião inaugural realizou-se no gabinete do diretor da Biblioteca Pública do Estado.
Inicialmente, a APL contou com 11 cadeiras, número, depois, aumentado para 30. Em 1959, com a reforma dos estatutos criaram-se mais 10, fixando-se, oficialmente, em 40.
Sua sede própria está situada na Rua Duque de Caxias, onde se acham abrigados a Biblioteca, o Memorial Augusto dos Anjos, o Auditório, além das dependências administrativas. Aberta ao público, realiza na última sexta-feira de cada mês, o 'Chá Acadêmico'. Tem lançado, em seu Auditório Celso Furtado e em seu Jardim de Academos, livros de sócios, e de escritores alheios aos seus quadros.
Localização: Rua Duque de Caxias, nº 25 - Centro.
Assembléia Legislativa Um belo edifício de linhas arquitetônicas arrojadas que contrastam com a arquitetura austera da Praça Presidente João Pessoa.
Localização: Praça Presidente João Pessoa, s/n - Centro.
Balaustrada da Avenida João da Mata
A balaustrada foi construída em 1918 pelo Presidente Camilo de Holanda, cuja administração, caracterizou-se em parte pela construção de obras que ainda hoje resistem ao tempo, por seu valor imobiliário e artístico. Dela, pode-se avistar grande extensão de terras da várzea paraibana, em especial a área da Ilha do Bispo, antigo aldeamento índio (Os indígenas de Piragibe).
Trata-se de um belo conjunto arquitetônico, tendo servido noutros tempos para passeio. Possui bancos antigos e bem trabalhados. Na mensagem apresentada em 1919 pelo Presidente Francisco Camilo de Holanda, há a primeira referência conhecida a esta obra: “... Da grande muralha de sustentação e balaustrada das Trincheiras...”.
Tombada pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Av. João da Mata, s/n - Jaguaribe.
Biblioteca Pública do Estado Na Cidade Alta, a atual biblioteca pública do Estado da Paraíba, reaberta ao público em 1998, foi construída entre 1874 e 1875 para abrigar a antiga Escola Normal, que aí ficou até outubro de 1909, passando depois ao Palácio do Governo. Antes de ser biblioteca, serviu também para aulas de alfabetização e para o funcionamento do Tribunal de Justiça.,e da Imprensa Oficial (jornal A União e Diário Oficial do Estado). Inaugurado em 1886, como palácio da Instrução, apenas em 1939 é que iniciou suas atividades como biblioteca pública (A biblioteca já tinha funcionado onde também funcionou o Paraíba Palace Hotel). Por 22 anos, abrigou o Tribunal de Justiça. Sua pedra fundamental foi lançada a 26 de março de 1874, pelo Comendador Silvino Elvídio Carneiro da Cunha, futuro Barão do Abiaí, que governava a província (A Conclusão dos trabalhos, porém, como se disse, só ocorreu em 1886 No início do corrente século, sofreu melhoramentos, tanto por parte do Presidente José Peregrino de Araújo como de João Machado, que lhe deu nova feição). Sofreu sua ultima reforma em 1998. É tombada pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980. Na fachada, destaca-se a composição volumétrica neoclássica, do final do século dezenove, com o acesso principal encimado por frontispício triangular e uma seqüência uniforme de caixilhos com bandeiras em semicírculo. Por dentro, preservaram-se, sempre que possível, os elementos construtivos originais, como a estrutura em madeira da cobertura e o lanternim para iluminação e ventilação naturais.
Localização: Av. Gal. Osório, nº 253 - Centro.
Casa do Artista Popular
A Casa do Artista Popular foi inaugurada em 2004 com o objetivo de reunir o que há de mais representativo do artesanato e da arte popular paraibana, no intuito de preservar atividades artesanais desde sua história, crenças e costumes presentes nesta arte. No local, você encontra um acervo de mais de mil peças representativas de todas as tendências do universo criativo do artesanato paraibano.
Lá pode-se ver uma coleção de mais de mil peças representativas do artesanato paraibano, uma rara oportunidade de ver o que há mais interessante em um só lugar.
A visitação pode ser feita de terça a sexta, das 9h às 17h, e sábado e domingo, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
Casa à Praça do Erário Este prédio - hoje próprio nacional desativado - data do século XVIII. O Paço Municipal foi ali erguido em 1703 e, em 1775, já com o nome de Largo do Erário, recebia o prédio da Casa dos Contos ou da Tesouraria da Fazenda (Delegacia Fiscal), destruído por incêndio em 1918. A construção em pauta foi erguida em 1782, na administração do Capitão-Mor Jerônimo José de Mello e Castro. De um só pavimento, foi por muito tempo um açougue, depois cadeia, câmara, audiência, mercado e agência de correios (Correio Geral) a partir de 1869 (Administração do Comendador Silvino Elvídio Carneiro da Cunha, que posteriormente ganhou da Princesa Isabel o título de Barão do Abiaí).
A própria praça em que se localiza o prédio constitui-se em logradouro de valor histórico, como se vê. Chamou-se também Largo do Pelourinho, Largo da Intendência e ultimamente Rio Branco (Praça). Antiga agência dos correios, ficou como autêntico exemplar do estilo predominante nas construções civis dos séculos XVII e XVIII. A confluência da praça com a Rua Duque de Caxias chamou-se Beco do Açougue e Beco da Câmara. O prédio abrigou depois a Escola de Engenharia, os cursos de música da UFPB e finalmente, o NUPPO - Núcleo de Pesquisa em Cultura Popular, com o Museu da Cultura Popular.
É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 26 de abril de 1971.
Localização: Praça Rio Branco, s/n - Centro.
Cripta de Epitácio Pessoa
Epitácio Pessoa (Umbuzeiro – PB, 23 de maio de 1865 — Petrópolis – RJ, 13 de fevereiro de 1942) foi um político e jurista, presidente da república entre 1919 e 1922, depois que Rodrigues Alves, eleito em 1918, não tomou posse por motivo de doença. Seu período de governo foi marcado por revoltas militares que acabariam na Revolução de 30, a qual levou Getúlio Vargas ao governo central.
Localização: Térreo do Tribunal de Justiça, Praça Pres. João Pessoa, s/n – Centro
Faculdade de Direito
Em estilo barroco colonial, o prédio ainda guarda suas características originais, apesar de ter sofrido obras de restauração e conservação. É um dos mais importantes resquícios dos primeiros tempos da Província da Parahyba. Erguido em 1586, pelos Jesuítas chegados à Paraíba com a finalidade de catequizar os gentios, o edifício servia de campanário e colégio dos jesuítas, que ali lecionavam humanidades, além, naturalmente, dos rudimentos cristãos. Faz parte do conjunto arquitetônico o Convento, Capela e Colégio São Gonçalo. A expulsão dos Jesuítas levou o imóvel a se abandonado até metade do século XVIII. Ao seu lado, isto é, onde hoje existem os jardins do Palácio da Redenção, havia a célebre Igreja de Nossa Senhora da Conceição, monumento barroco infelizmente destruído por inteiro. Posteriormente, o prédio do Colégio dos Jesuítas abrigou, entre outras instituições, o antigo Lyceu Parahybano, sendo esta sua primeira sede, também foi sede do Governo do Estado, da Assembléia Legislativa e da Faculdade da UFPB. Atualmente abriga o escritório de Prática Forense da UFPB. Integra o conjunto de prédios que cercam a Praça João Pessoa. É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Praça Presidente João Pessoa, s/n, Centro
Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia localizada na parte alta da Capital paraibana (Rua Duque de Caxias), com tendência estética do Século XVI que remete ao medievalismo, é especial por sua simplicidade e chama atenção por seus grandes paredões de pedra calcárea,é o único templo religioso remanescente na cidade de arquitetura maneirista (primeira faze do barroco e primeiro estilo arquitetônico introduzido no Brasil). Por isso, foi o primeiro monumento tombado pelo IPHAN na cidade, em 1938. Construída por volta de 1612, pois não há certeza devido ao desaparecimento dos arquivos durante a invasão holandesa, ela foi restaurada em várias ocasiões no decorrer de sua história. Serviu de matriz até o ano de 1671. Restaurada e reaberta ao público em 07 de agosto de 2007, as obras realizadas na igreja não resgataram apenas as características originais do estilo arquitetônico, pois as descobertas arqueológicas no monumento do Século XVI permitiram traçar um quadro consistente do comportamento social e religioso da população paraibana nos últimos séculos.
Localização: Rua Duque de Caxias s/n Centro.
Igreja de Nossa Senhora de Lourdes
Surgiu como Igreja do Bom Jesus dos Martírios em 1817. Sua fachada apresentava vistosas linhas curvas e apesar de ter sido fortemente desfigurada, constitui-se em um representativo monumento arquitetônico.
Localização: Rua das Trincheiras, s/n - Centro.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário Construída em 1727, a igreja foi erigida em estilo eclético com forte influência alemã pela predominância de grossas colunas revestidas de marmorito escuro.
Localização: Av. 1º de Maio, s/n - Jaguaribe.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Prédio nº 348) É tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Av. João Machado, nº 348 - Centro.
Maçonaria Branca Dias
Em data de 10 de janeiro de 1918, ao Oriente de João Pessoa, um grupo de valorosos Irmãos, tendo à frente o grande Maçom Augusto Simões, fundou a Loja Maçônica "Branca Dias", sob os aspícios do Grande Oriente do Brasil que, em 15 de abril de 1918, lhe outorgou a Carta Constitutiva nº 942, tendo sua regularização ocorrida no dia 13 de maio de 1918. É uma edificação de características arquitetônicas ecléticas, somadas aos símbolos próprios da instituição a qual abriga.
É tombada pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Av. General. Osório, nº 128 - Centro.
Monumento a João Pessoa
Monumento póstumo em homenagem ao político João Pessoa.
Localização: Praça João Pessoa
Núcleo de Arte Contemporânea Foi adquirido do comerciante Eduardo Fernandes pelo Presidente João Machado em 1909, pela quantia de 28 mil 852 cruzeiros e 80 centavos, a fim de servir de residência aos Presidentes do Estado, destinação que teve até a administração do Coronel Antonio Pessoa.
A 8 de maio deste mesmo ano, o palacete foi palco da majestosa recepção dada a Francisco J. Herboso, Conde de São Miguel de Carma, Ministro plenipotenciário do Chile junto ao Brasil, que visitava a Província. O presidente Castro Pinto também decidiu residir no local, dando oficialmente o nome de “Palacete Eduardo Fernandes”, mas, com a sua renúncia, a 24 de julho de 1915, o Vice-Presidente Antonio Pessoa, que assumiu o governo, ali instalou a Escola Normal. Depois, para lá mudou-se a Diretoria de Saúde Pública, e, no governo José Américo, o prédio passou a abrigar a Faculdade de Odontologia, até 1977.
Naquele solar organizou-se a primeira Orquestra Sinfônica da Paraíba, sob a direção do Maestro Elias Pompílio. Também realizavam-se ali os célebres bailes de máscara (Cada bal masqué deste era grandemente anunciado) que passaram a ser tradição da cidade. Os participantes chegavam em imponentes vitórias puxadas por dois cavalos, segundo refere o Historiador Humberto Nóbrega, e logo se dirigiam à sala de identificação, para o devido reconhecimento e a fim de obter licença para cair nos festejos de Momo. É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Rua das Trincheiras, s/n - Centro.
Ponto de Cem Réis / Praça André Vidal de Negreiros A Praça Vidal de Negreiros caracteriza-se como um marco da modernização dos transportes, local de concentração de reivindicações públicas, lugar de encontros, e mais tarde, o local é palco da construção do símbolo do progresso dos anos 70, o viaduto. Seu entorno caracteriza-se pela forte presença de empreendimentos comerciais e edificações antigas: o casario que pertenceu a família Ávila Lins; o Paraíba Palace Hotel, iniciado nos anos 20; Edifícios Régis e Duarte da Silveira, ambos símbolos do movimento moderno no Estado; e pelas ruas Visconde de Pelotas e Duque de Caxias.
Localização: Rua Visconde de Pelotas
Praça 1817 A Praça 1817 outrora se denominava Pátio das Mercês, em virtude da existência da Igreja de Nossa Senhora das Mercês. O referido pátio tinha forma triangular, formado pela Rua Visconde de Pelotas, pela antiga Igreja das Mercês e pelo antigo Beco do Diniz. Em 1917 o antigo pátio, por ocasião do Centenário da Revolução de 1817, passou a chamar-se Praça 1817, durante o governo de Argemiro Figueiredo (1935-1940). A Igreja Nossa Senhora das Mercês foi demolida e construiu-se outra com a mesma denominação na Rua Padre Meira, para onde o cruzeiro, ao qual aos pés dele a população costumava rezar e acender velas, foi transferido posteriormente. Em 1940 foi reconstruída pela Edilidade, obedecendo a um projeto do paisagista Roberto Burle Marx.
Localização: Rua Visconde de Pelotas, Centro
Praça Dom Ulrico
Esta praça recebeu a atual denominação como uma homenagem póstuma ao benemérito prior do mosteiro de São Bento, Dom Ulrico Sanntag, de origem alemã, que dedicou sua vida e luta em prol das classes menos favorecidas.
Praça Pedro Américo
Localizada a uma altura intermediária entre a Cidade Alta e a Baixa, é resultante do parcelamento desse trecho do tecido urbano ocorrido no século XIX. Anteriormente possuía um desenho geométrico bem ao gosto da época, possuindo em seu centro um coreto de estrutura metálica. Na segunda metade do século XX, sofreu um processo de reurbanização do qual restou apenas uma fonte e parte do posteamento original. Destaca-se por sua cobertura vegetal representada, em sua maioria, pelo Oitizeiro.
Atualmente a praça passou por um novo processo de revitalização, no qual foi colocada uma estátua de Augusto dos Anjos.
Prédio Nº 15 O prédio nº 15, localizado na Praça 1817 constitui um dos raros exemplares da Art Nouveau na Paraíba. Trata-se de um prédio de dois pavimentos que conservou suas linha originais.
Prédio da Faculdade Ciências Médicas
Prédio secular onde funcionou o extinto colégio Nossa Senhora das Neves. Sua arquitetura permanece conservada e alguns ambientes foram totalmente recuperados.
Estação Ciência, Cultura e Artes Cabo Branco
A Estação Cabo Branco foi inaugurada no dia 03 de julho de 2008 pelo prefeito Ricardo Vieira Coutinho. Os espaços projetados por Niemeyer proporcionam o experimento científico e o contato com a cultura e as artes.
O complexo arquitetônico, fruto da mente criadora do arquiteto Oscar Niemeyer, possui 8.571m² de área construída. Uma torre/mirante configura-se como a principal das cinco edificações que compõem a Estação Ciência, Cultura e Artes. Constituída de dois pavimentos suspensos apoiados em base única, acima de um espelho d’agua, ela concentra uma estação científica, hall de exposições permanentes e temporárias, um restaurante, café e terraço panorâmico com visão de 360 graus para toda a natureza que a cerca.
Localização: Cabo Branco
Farol do Cabo Branco
Um dos mais importantes e visitados cartões Postais de João Pessoa, o farol teve sua inauguração em 21 de abril de 1972, possui quarenta metros de altura em relação ao nível do mar e representa, segundo o arquiteto Pedro Dieb, uma forma estilizada do sisal. O panorama que se descortina de seu mirante é deslumbrante, vendo-se à frente toda a beleza do Oceano Atlântico em sua plenitude, alem do encantador nascer do Sol. Lá do alto, vê-se a Ponta do Seixas, o ponto extremo oriental das Américas. Onde o sol nasce primeiro. Localização: Ponta do Cabo Branco.
Hotel Globo
Nem sempre o Hotel Globo funcionou naquele local, pois antes, ficava na rua João Suassuna, num prédio construído em 1912. O prédio foi demolido, para que o “progresso” chegasse à região, e seu proprietário, o hoteleiro Henriques Siqueira, mais conhecido como “Seu” Marinheiro resolveu transferi-lo para o Largo Frei São Pedro Gonçalves, por volta de 1928. Os espelhos e cristais do Hotel Globo marcaram as décadas de 30 a 50. O imóvel apresenta um estilo eclético, fortemente influenciado pelo neoclássico e art-noveau, com motivos art-decór. Hospedou, entre centenas de figuras ilustres, o futuro presidente João Suassuna, quando este chegou à capital a fim de assumir o governo. Do seu pátio, pode-se observar um dos mais belos pôr-do-sol da cidade. O hotel funcionou até 1982, tendo sido adquirido pelo Governo do Estado em 1988, Já foi restaurado e atualmente é sede da Comissão Permanente de Desenvolvimento do Centro Histórico Inicial de João Pessoa. É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980. Localização: Praça de São Pedro Goçalves, s/n - centro.
Casa da Pólvora
João Pessoa possui pelo menos três Casas da Pólvora, segundo indicam nossos mais destacados historiadores: uma na Rua Nova (Atual General Osório, 21), outra no Passeio Geral (Rua Rodrigues Chaves) e a ultima e única remanescente a Casa da Pólvora da ladeira de São Francisco, a primeira rua da cidade. As demais foram completamente destruídas pela ação do tempo, restando-nos esta Casa da Pólvora e dos Armamentos construída por ordem de carta régia de 10 de agosto de 1704, pelo então Capitão-Mor Fernando de Barros Vasconcelos. Iniciada no alvorecer da era setecentista, foi concluída em 1710, na administração do Capitão-Mor João da Maia da Gama. De suas dependências pode-se observar a bela paisagem do rio e da várzea paraibana. Atual sede do Museu fotográfico Walfredo Rodrigues, exposição permanente de fotos antigas da cidade. É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 24 de maio de 1938. Localização: Ladeira de São Francisco, s/n – Centro
Praia do Jacaré:
Localizada no município de Cabedelo, a praia fluvial do Jacaré apresenta um dos mais belos espetáculos da natureza, o pôr-do-sol no rio Paraíba, ao som do Bolero de Ravel, que encanta turistas do mundo todo, os quais o apreciam dos bares e restaurantes que oferecem o melhor da culinária paraibana.
Praia de Tambaba:
Do Tupi-Guarani, o nome Tambaba tem dois significados: “o conteúdo das conchas” e “monte de Vênus”. Localizada no município do Conde, a Praia de Tambaba foi uma das primeiras praias de naturismo do Brasil e a primeira do Nordeste. Hoje, é famosa no mundo e atraí adeptos dessa filosofia de vida o ano todo com suas falésias coloridas e vegetação típica preservada. O céu de um azul infinito, as noites quentes estreladas na maior parte do ano, propiciam total aproveitamento do tempo dos que visitam Tambaba. A topografia do lugar, ímpar, criou mirantes lindíssimos que nos permitem observar toda natureza exuberante do lugar, além de permitir em sua costa, boas caminhadas a beira mar. Se preferir, também há trilhas ecológicas pela mata que nos permitem apreciar a vista do alto das falésias multicoloridas. Suas pedras negras, que emergem das águas instigam cada olhar a descobrir novas imagens, novas percepções, bem como imaginar como era o lugar há séculos atrás.
Conjunto de São Francisco
Trata-se de um dos mais importantes complexos barrocos do País. A igreja propriamente dita somente foi concluída no ano de 1770, depois de ter sido iniciada pelos frades franciscanos, ter suas obras interrompidas pela invasão holandesa e de vê-las reiniciadas algumas vezes. Os franciscanos pertenciam à ordem fundada por São Francisco e, na Paraíba, receberam terreno de Frutuoso Barbosa, para construção do seu convento, que depois viria a hospedar o célebre historiador e religioso Frei Vicente de Salvador. Os franciscanos vieram à Paraíba para a tarefa de catequização dos gentios, não bastavam os jesuítas. O convento foi iniciado em 1590 pelo Irmão Francisco do Campo Mayor, depois de projetado pelo Frade e Arquiteto Francisco dos Santos.
O Conjunto Franciscano compreende:
Adro da Igreja de São Francisco: Foi iniciado no século XVI. É cercado de duas grandes muralhas antigas e azulejadas com seis painéis representando as estações da Paixão de Cristo, num belíssimo conjunto visual que já despertou a inveja até de governantes, desejosos de terem em suas casas esses azulejos de grande importância histórica e artística. A parte superior das muralhas é trabalhada em pedras, pois a escultura neste material teve grande aceitação nos recuados tempos coloniais, pelo menos no Nordeste. Além de outros ornamentos, a parte de cima dessas muralhas apresenta seus famosos leões de pedra, talvez influência asiática no espírito dos missionários e artistas de então. O piso do adro é igualmente monumental, todo em lajes antiquíssimas. Já à entrada do templo, na soleira da porta, há o túmulo de um antigo Capitão-Mor, sobre o qual ainda se podia ler a alguns anos: “Aqui jaz Pedro Monteiro de Macedo, que, por ter governado mal esta Capitania, quer que todos o pisem e a todos pede hum Padre Nosso e Ave Maria, pelo amor de Deus.” (1744).
Convento ou Claustro da Igreja de São Francisco: O Convento ou Claustro da Igreja de São Francisco (Convento de Santo Antonio) já abrigou o Colégio do Róger e o Museu-Escola e Sacro da Paraíba. Ao convento, pertence a célebre Fonte de Santo Antonio e o Relógio de Sol. Tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 16 de outubro de 1952.
Cruzeiro da Igreja de São Francisco: Fica no limiar do grande adro da Igreja de São Francisco. É um monumento imponente e belo, sob o qual costumava quedar-se o grande jornalista e intelectual paraibano Carlos Dias Fernandes: “Como Renan sob a Acrópole”, dizia. Trata-se de uma cruz monolítica, o único remanescente dos velhos cruzeiros existentes em priscas eras, em João Pessoa. Seu pedestal é circundado por vários pelicanos, antigo símbolo equivocado da Eucaristia. Segundo Câmara Cascudo, teria servido, como outros exemplares nordestinos, à prática das rasouras, uma espécie de procissão circular (Em torno, naturalmente, do cruzeiro).
Fortaleza de Santa Catarina
“Parece ter sido construída com restos homéricos dos muros de Tróia” - exclamou sobre ela o historiador J. P. de Castro Pinto. Para o pesquisador Humberto Nóbrega, trata-se do “maior e mais respeitável monumento histórico da Paraíba”. É a única praça forte ainda de pé e nos ficou dos primórdios da colonização. Fundada em 1589, após a celebração da paz entre os colonizadores e o chefe índio Piragibi, a fortaleza inicialmente era de taipa e foi erguida pelo alemão Cristóvão Linz, a 18 Km do atual centro da cidade. Seu objetivo era obviamente defender a povoação dos ataques dos invasores. Foi arrasada várias vezes por indígenas e holandeses, caindo finalmente em mãos destes, quando passou a chamar-se Forte de Margareth (Margarida). O governo português mandou restaurá-la em 1654, mas, ao todo, ela foi reconstruída 5 vezes, não mais em taipa, mas em pedra.
Sempre manteve a tradição de principal ponto de resistência do paraibano à invasão estrangeira. No século XVI, não era o nosso único forte, pois havia ainda os hoje totalmente desaparecidos, como o Forte Velho (Que lhe ficava bem fronteiro), o Forte do Varadouro (Parte baixa da cidade), o Fortim de Acajutibiró (Baía da Traição), o Forte de Camaratuba, outro forte em Lucena, o baluarte da Ilha da Restinga, o Forte do Inhobim, as fortificações de Pitimbú etc. Durante o Império, a Fortaleza participou de todos os movimentos armados, enviando efetivos ou servindo de prisão, patíbulo e até local de execução de escravos. A República a encontrou já em ruínas e somente sofreu restauração entre 1974 e 1978. É tombada pelo IPHAN desde 24 de maio de 1938. Localização: Município de Cabedelo / PB.
Ilha de Areia Vermelha
Areia Vermelha é uma pequena ilha, a 10 minutos da costa, na altura da Praia de Camboinha, que emerge todas as vezes que a maré está baixa, permanecendo à tona durante aproximadamente cinco horas. Nesses momentos, é muito freqüentada por admiradores da natureza que vão desfrutar das delícias da ilha. Seu nome é proveniente da coloração de suas areias avermelhadas, é um recanto paradisíaco, formado por piscinas naturais, peixes e corais. A água é cristalina, ótima para a prática de mergulho livre.
Jardim Botânico
Benjamin Maranhão (Mata do Buraquinho) Se João Pessoa se destaca pelo verde, o Jardim Botânico Benjamim Maranhão é o maior propagandista dessa cor. Sendo este um dos maiores remanescentes de mata atlântica em área urbana do Brasil.
Do alto, a reserva parece um imenso coração verde pulsando no meio da cidade. A mata, que tem uma área de 515 hectares, é cortada pelo rio Jaguaribe. No início do século 20, a reserva era a responsável pelo abastecimento de água da cidade, por meio de 33 poços. Antes, em meados do século 19, a área era propriedade privada, até ser adquirida em 1909 pela companhia de água da cidade.
Nas três trilhas a que tem acesso, o turista pode vislumbrar espécies animais e vegetais típicas da mata atlântica. Entre as plantas estão, sucupira, massaranduba (que dá um fruto doce e leitoso), cajazeira (a árvore do cajá), copiúba (que serve de alimento para os sagüis), dendê, pau-pombo, orquídeas e bromélias. Já os animais, mais difíceis de encontrar, são tamanduá-mirim, cotia, raposa, preá, preguiça, borboletas, sagüis, cobras e pássaros (pica-pau, sabiá, anum-preto e jacu).
O Jardim Botânico de João Pessoa poderá ser visitado de segunda a sexta, das 8:00 h às 11:30 h, e das 13:30 h às 17:00 h. Grupos de mais de dez pessoas deverão agendar sua visita, que poderá ser feita através dos telefones 218-7880 e 218-7883.
Num Jardim Botânico você terá oportunidade de conhecer os segredos da natureza, caminhar por entre as árvores e sentir a vida que pulsa dentro da floresta. Como ele é um local diferente de um parque ou de um zoológico, temos que ter alguns cuidados especiais.
Theatro Santa Roza
Irritado com a forma lenta como pareciam se arrastar os trabalhos de construção do Teatro Santa Cruz (Hoje Santa Roza), agrimensor dos terrenos da Marinha na Província, Vicente Gomes Jardim, escrevia em 1889: “Parece que os ediffícios d’este gennero estão escommungados, pois sempre há má vontade para elles, isto he, aqui na Parahyba”. Com efeito, a construção propriamente dita do atual teatro pessoense iniciou-se em 1873, com o lançamento da pedra fundamental a 2 de agosto, na administração do Presidente Francisco Teixeira de Sá, por autorização da Lei Provincial nº 549. As obras - A cargo da Sociedade Particular Santa Cruz - foram suspensas em 1882, por ter essa entidade exaurido seus recursos.
Os serviços reiniciaram-se na administração do último governo provincial da Monarquia, Francisco Luiz da Gama Roza (Daí a designação de Teatro Santa Roza). Quando finalmente concluído em 1889, o prédio ficou olhando para o sul, no antigo Campo do Conselheiro Diogo (Atuais Praças Pedro Américo e Aristides Lobo). A inauguração se deu em agosto daquele ano, encenando-se o drama “O Jesuíta - ou O Ladrão da Honra”, peça de Henrique Peixoto. Nesta noite festiva ocorreu um incidente de que resultou a morte do soldado de cavalaria do corpo policial José Mariano.
Durante muito tempo a casa serviu para exibições cinematográficas - e o teatro da cidade não era para ser onde está hoje: ficaria no prédio depois destinado ao Thesouro Provincial, o que acabou não ocorrendo. Antes de ser construído o atual teatro, o Santa Cruz funcionava num “Teatrinho” da Rua Visconde de Pelotas, diante do antigo Pátio das Merces, olhando para o leste. O Santa Roza é uma das quatro mais antigas casas de espetáculos do País.
Monumento bastante representativo de nossa arquitetura civil no século passado, tem linhas influenciadas pelo barroco italiano e, entre os materiais de construção empregados para erguê-lo, contam-se pedras calcárias (Para os grossos paredões) e pinho de riga (Camarotes). Possui ainda candelabros, assoalhos, tetos falsos, esquadrias, bonita coberta, etc. Com o advento da República, quiseram-lhe mudar o nome para Teatro do Estado, o que não vingou.
Localização: Praça Pedro Américo, s/n - Centro.
Convento Igreja de Nossa Senhora do Carmo :
O Convento compreende a Igreja de N. Sra. do Carmo, a Igreja de Santa Tereza e a Arquidiocese Paraibana / Palácio Episcopal.
Igreja de N. Sra. do Carmo: Em barroco romano, a igreja possui uma única torre, com as características do estilo quinhentista. Construída século XVI, por volta de 1592, para servir de convento, a Capela da Ordem Terceira permanece intacta, embora tenha havido uma restauração em 1763. Muitos detalhes históricos sobre este conjunto se perderam, já que, com a invasão holandesa, houve perseguição aos Carmelitas, que enterraram seus documentos. Sua fachada é toda em pedra, assim como as talhas e os relevos dos altares, apresentando os mesmos elementos barrocos do Palácio Episcopal. A nave é ampla e majestosa, com motivos florais esculpidos em calcáreo.
Vêem-se ainda o escudo da Ordem do Monte Carmelo e um grande painel no Altar-Mor com as iniciais de N. Srª do Carmo.
O exterior apresenta linhas austeras, desenhos e arabescos barrocos. Os Carmelitas vieram à Paraíba a pedido de D. Henriques, cerca 1580. Tombado pelo IPHAEP em 02 de dezembro de 1998.
Igreja de Santa Tereza: Trata-se de uma construção do século XVIII, anexa à Igreja N. Sra. do Carmo, destacando-se sua riqueza artística interior. Todo o seu forro apresenta impressionantes figuras, é rica em valores artísticos, seus altos relevos mostram folhas de ouro, especialmente na Capela-Mor e as paredes possuem entalhes dourados, no mesmo estilo da igreja próxima. Possui ainda três altares e é lindo o pórtico de sua sacristia. Foi concluída em 1777, por Frei Manuel de Santa Tereza. É tombada pelo IPHAN desde 22 de julho de 1938.
O Palácio Episcopal surgiu por volta de 1591, construído pela Ordem Terceira do Carmo. Localizado na Praça Dom Adauto, Foi inicialmente chamado de Convento Carmelitano, formando um só bloco arquitetônico com a Igreja do Carmo e a Capela da Ordem Terceira – Casa da Oração. No Palácio se destacam as obras de lito-talha, esculpidas em pedra calcárea, que realçam o seu estilo barroco. Tombado pelo IPHAEP em 26 de agosto de 1980.
Localização: Praça Dom Adauto, s/n - Centro.
Espaço Cultural José Lins do Rêgo :
Inaugurado em 1982, é fruto da mente criadora do arquiteto Sérgio Bernardes. Possui 53.580m2 de área coberta e três níveis: térreo, sub-solo e pavimento superior. Abriga dois teatros, sendo um de arena, cinema, galeria de arte, o Museu José Lins do Rego, planetário, auditórios, salas de apoio, dois grandes mezaninos para exposições e uma praça coberta com capacidade para abrigar até 15 mil pessoas.
Localização: Rua Abdias Gomes de Almeida, nº 800 - Tambauzinho.
Basílica de Nossa Senhora das Neves :
A primeira no local, foi construída no alto da colina, ainda nos idos de 1585, ano em que os portugueses chegaram a Paraíba. Ao todo, houve três demolições sucessivas de templos, sendo a atual igreja idêntica à quarta reconstrução, realizada pelo Vigário Francisco Melo Cavalcanti. Sem grande significação artística, tem no entanto muito valor para os fiéis: de igreja paroquial construída em entre 1671/73 e demolida em 1686 ( Anuário Eclesiástico da Paraíba do Norte, volume I, 1894, ano 1907), passou a igreja episcopal. Foi benta na última década do século XIX, em 1881. Ela apresenta uma planta Basilical, ou seja, possui uma nave central coberta por abóbada mais duas naves laterais. O estilo é eclético e com elementos que lembram o romantismo europeu e também a arte renascentista. Já recebeu o nome de Catedral Metropolitana, mas atualmente é conhecida como a Basílica de Nossa senhora das Neves. Dela dizia o Cônego Florentino Barbosa: “Vistosa e ampla, a Catedral das Neves nada possui que a recomende como monumento artístico”. Suas torres e telhados podem ser vistos, numa bela composição, através da torre do sino da Igreja de São Francisco, que lhe fica próxima. A basílica é tombada pelo IPHAEP desde 02 de dezembro de 1998.
Localização: Praça Dom Ulrico, s/n - Centro.
Mosteiro de São Bento
Em estilo barroco beneditino, a obra deste conjunto teve inicio quando da chegada dos beneditinos, em João Pessoa, quando ainda era Capitania Real da Parahyba, por volta de 1590. Construído em invocação de Nossa Senhora do Monte Serrat - faz parte de um conjunto maior, formado pelo mosteiro propriamente dito e pela igreja.
Este conjunto, de acordo com o Instituto Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, constitui um dos monumentos mais importantes do País, no seu estilo e de sua época: apesar da sobriedade da arquitetura, é obra que impressiona pela harmonia e beleza de suas linhas.
Com a saída dos Jesuítas, e tendo em vista a necessidade de catequizar os índios, Feliciano Coelho pediu em 1599, ao Abade de Olinda, a vinda dos Beneditinos, a quem foi doado o terreno para a construção do mosteiro e demais prédios necessários. Foram erguidos aos poucos, a partir de Frei Damião, o religioso enviado de Olinda, num sítio que media mais de 30 braças. Com a perseguição dos holandeses, a obra esteve parada por muito tempo, sabendo-se que, em 1666, concluiu-se a primeira restauração do convento. Aí os missionários voltaram a lecionar suas aulas de religião e latim, “para grande alegria da população”.
Com o encerramento das atividades beneditinas em João Pessoa, em 1921, devido a conflito com a jurisdição do 1º bispo da Paraíba, a igreja permaneceu fechada por vários anos. O conjunto passou por uma intensa recuperação, tendo suas obras encerrada e reabertura ao público em 1995.
De arquitetura mais sóbria e espaços mais vastos, o convento tem um igreja ampla onde são realizados concertos de música erudita e missas cantadas e sua maior atração é um galo de metal que encima o campanário e que vigia a cidade a séculos.
Localização: Av. General Osório, s/n - Centro.
Palácio da Redenção
Imóvel do século XVI, é um resquício do barroco-colonial na Paraíba. Foi construído em 1586 pelos Jesuítas, primeiros missionários a chegarem à Paraíba, com Martim Leitão, um ano após a fundação da então capitania da Província da Parahyba. Servia inicialmente como residência desses Inacianos, assim também chamados por pertencerem à Companhia de Jesus, fundada em 1540 por Inácio de Loyola. A casa dos Jesuítas fazia parte do conjunto formado pelo convento, capela e colégio. O convento veio a ser depois residência oficial dos Capitães-Mores (A partir de 1771, com o Capitão-Mor Jerônimo José de Mello e Castro). Hoje, depois de mudar muito e de abrigar diversos setores administrativos, continua como sede do Governo, apesar da existência do Palácio dos Despachos.
A antiga Capela de São Gonçalo virou com o tempo a igreja de Nossa Senhora da Conceição, infelizmente demolida em 1929 para dar lugar aos atuais jardins. No colégio dos Jesuítas, atual Faculdade de Direito, esses missionários lecionavam latim, filosofia e letras. O convento implantou-se à mesma época em que se iniciava a catequese dos índios, e foi localizado ali para ficar mais próximo da aldeia de Piragibe (Ilha do Bispo). Os Jesuítas foram expulsos em 1593, voltaram em 1708 e foram novamente mandados embora em 1760, em vista de atritos com as autoridades, tendo por causa os indígenas. Por volta de 1773, o Papa Clemente XIV permitiu que os bens dos Jesuítas fossem incorporados à Fazenda Real, aí incluída a casa dos missionários, que passou a servir de residência oficial ao Ouvidor-Geral José Eduardo de Carvalho. Nos dias de hoje é sede do Governo do Estado. É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro.
Parque Zôo Botânico Arruda Câmara
Conhecido popularmente por 'Bica' devido a uma fonte de água mineral que existe em seu interior, é um dos parques mais pitorescos de João Pessoa, declarado Patrimônio Histórico Artístico Nacional no ano de 1980, compreende uma área de 43 hectares que foi desapropriada pelo então Prefeito Walfredo Guedes Pereira (1920 / 1924), e batizada com o nome do Botânico da cidade de Pombal.
É considerado um verdadeiro Santuário Ecológico, composto por um jardim zoológico, um jardim botânico, lagos, riachos, fontes e diferentes áreas de lazer e descanso.
Comando da Polícia Militar do Estado
O prédio destinava-se inicialmente a um teatro, tendo sido a pedra fundamental lançada no dia 28 de janeiro de 1853, na administração do Presidente Antonio Coelho de Sá e Albuquerque. Quando o trabalho de construção chegou até os vigamentos, ocorreu o seguinte: outro prédio, o que abrigava o Thesouro, começou a ruir e teve que ser demolido. Destinou-se então o prédio que era para ser teatro às novas funções de Thesouro, mandando-se concluí-lo pela Lei nº 173, de 30 de novembro de 1864, na administração Felizardo Toscano de Brito (A conclusão se deu em 1868 no governo de Inocêncio de Assis Carvalho).
O pavimento superior continha a repartição do Thesouro e a Secretaria da Instrução Pública, e no térreo, ficava o Tribunal do Júri e a Escola Normal. Abrigaram-se também ali, ao longo dos anos, o Fórum, a Assembléia, os Correios, a Secretaria de Viação, Secretaria da Agricultura e até um hospital. Em 1929, o Presidente João Pessoa reformou-o dotando de mais 2 pavimentos, a fim de funcionarem no local todas as Secretarias de Estado. Entre os resquícios da sua arquitetura neocolonial, se destacam as 4 aberturas limitadas por colossais pilastras que “vencem” toda a altura do prédio.
É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Praça Pedro Américo, s/n - Centro.
Igreja de Nossa Senhora da Guia
Os carmelitas chegaram à Paraíba em 1591. Depois de fundarem o convento e a igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Centro de João Pessoa, eles iniciaram uma missão ao norte do Rio Paraíba. A construção da igreja de Nossa Senhora da Guia teve início no final do século XVI e foi concluída na segunda metade do século XVIII, passando depois por fases de reconstrução. É uma construção sólida em pedra calcária, com um efeito plástico que caracteriza o estilo barroco tropical (uma das únicas do gênero no Brasil), fica à margem esquerda do rio Paraíba em Lucena. A igreja apresenta em sua fachada desenhos extravagantes, como é o caso das figuras popularmente conhecidas como “Anjos deformados”. Há também, em profusão, nesta fachada, frutos tropicais, coroas, cetros, armas do Império etc. Já no interior da igreja há obras de arte no estilo rococó. Localizada no alto da cidade, descortina uma bonita paisagem do litoral. Os Carmelitas pertenciam à Ordem de Nossa Senhora do Carmo (Ou do Monte Carmelo).
Com a saída dos carmelitas, em meados do século XIX, o Santuário ficou em ruínas e o convento foi demolido, ficando apenas os alicerces e as amarrações do telhado. Na década de 80 do século passado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional restaurou a igreja e reurbanizou toda a área adjacente do prédio, recuperando as características do Santuário de Nossa Senhora da Guia nos tempos do período colonial.
Anualmente no local, realiza-se a Festa da Guia, com partes profana e religiosa, envolvendo toda a comunidade da Guia, município de Lucena. É um de nossos mais representativos monumentos. Tombada pelo IPHAN desde 16 de maio de 1949.
Localização: Município de Lucena / PB.
Prefeitura Municipal de João Pessoa / Paço Municipal (Antiga Agência Central dos Correios e Telégrafos)
Localizado numa das laterais da Praça Pedro Américo, sua edificação data entre 1921 e 1926, sendo inaugurado em 1927. Apresenta características do movimento eclético. Trata-se de um monumento arquitetônico majestoso e harmonioso em seus detalhes. É tombada pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Praça Pedro Américo, nº 70 - Centro
Associação Comercial do Estado da Paraíba
Símbolo de uma época de dinamismo, foi inaugurada em julho de 1919. De estilo eclético, conserva-se inalterada até hoje. Tombada pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 26 de agosto de 1980. Localização: Rua Maciel Pinheiro, nº 02 - Varadouro.
Fonte de Santo Antonio: Foi construída em 1717, para prover água aos Frades, jorrando da boca de um golfinho de pedra. Apresenta ainda a inscrição em latim cuja tradução é a seguinte: “À posteridade: Estás a indagar porventura com que sacrifício se erigiu o que ora contemplas, ó leitor (amigo)? Foi um amor fraterno que construiu com despesas enormes este monumento. 1717. F.M. T.F. Entoai, ó fontes, cânticos ao Senhor. Santo Antonio, rogai por nós”. Este chafariz antigo situa-se na Rua Gouveia Nóbrega, a poente do convento, apresentando ainda uma espécie de altar e um pequeno nicho que se acredita ter abrigado possivelmente uma imagem de Santo Antonio.
Localização: Conjunto Arquitetônico São Francisco
Relógio de Sol: Ainda em terreno do Convento, situa-se o também famoso relógio de sol, em calcário, obra dos Capuchos Franceses, ao que se pensa. O Convento foi testemunha, a 31 de julho de 1801, do assassinato da amásia do Frade Franciscano Frei José de Jesus Cristo Maria Lopes, punido no ano seguinte pela Mesa de Definição, segundo trabalho apresentado ao Instituto Histórico pelo Historiador Octacílio Nóbrega de Queiroz.
Localização: Praça de São Francisco, s/n - Centro.
Fábrica de Vinho Tito Silva
Localizada no Início da Rua da Areia, esta edificação abrigava as instalações de produção do vinho de caju, um dos mais tradicionais do Nordeste. Dentro de sua arquitetura art-décor instalava-se todo o maquinário de origem inglesa necessário a produção de vinho. Foi fundada em 1892 por Tito Henrique da Silva e constitui-se em um testemunho significativo de nossa evolução tecnológica. Na década de trinta, sofreu um processo de modernização e funcionou normalmente até o início da década de 80, quando seu patrimônio foi leiloado para saldar compromissos financeiros assumidos junto ao governo. É tombada pelo IPHAN desde 02 de agosto de 1984.
É possível ver peças da antiga fábrica, além de peças antigas encontrados durante escavações e restaurações no Centro.
Nos dias atuais também funciona em seus aposentos a Oficina Escola, que realiza todo o trabalho de restauração de prédios e monumentos históricos de João Pessoa.
Localização: Rua da Areia, nº 33 - Centro. Nos dias atuais
Fonte de Tambiá
Conta a lenda que o valente guerreiro Tambiá, do povo cariri, desceu a Serra da Copaoba (Borborema) disposto a guerrear os Tabajaras, no litoral paraibano, mas, ferido num combate violento, foi levado prisioneiro para uma aldeia de inimigos. O chefe Tabajara ordenou-lhe a morte, mas, apaixonada pelo belo indígena forasteiro, a filha do Cacique pediu-lhe repetidamente que a deixasse cuidar das feridas de Tambiá. Apesar da permissão e do desvelo da jovem índia, o guerreiro cariri morreu e a virgem chorou nove luas, desconsoladamente, formando-se de suas lágrimas a fonte que recebeu o nome de Tambiá, designação que passou depois ao próprio bairro.
A fonte natural foi urbanizada no século XVIII. Localiza-se no Parque Arruda Câmara, popularmente conhecida como “Bica”, Horto Zoobotânico dos mais pitorescos. No tempo em que a água da cidade ainda era transportada em ancoretas e burros, havia outras fontes famosas, como a Bica de Gravatá (1785), a Fonte do Riacho (1830) e a Bica dos Milagres (1848). A de Tambiá é uma das duas remanescentes (A outra é a fonte de Santo Antonio). Foi construída em 1782, por ordem da Provedoria da Fazenda Real, canalizando água para o povo. Sua reconstrução ocorreu na administração Gama Rosa, em 1889, e, no Governo Solon de Lucena, voltou a ser restaurada, mantendo-se a feição original e suas características naturais. É tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 26 de setembro de 1941. Localização: Parque Arruda Câmara (Bica), Rua Gouveia Nóbrega, s/n - Roger.
Paraíba Palace Hotel
Único exemplar da arquitetura veneziana na cidade de João Pessoa, constitui-se em um monumento de beleza singular, sendo um dos referenciais da Capital paraibana. Nos anos de 1930 a 1960, era considerado o “point” da elite paraibana. Além de hospedes anônimos (alta sociedade), o hotel recebia políticos, atletas e artistas da época, quando visitavam a capital. Após um grande apogeu, a falta de clientes obrigou o Paraíba Palace Hotel a fechar as portas.
Localização: Praça André Vidal de Negreiros, s/n - Centro.
Parte Elevada da Praia da Penha (Incluindo a Igreja de Nossa Senhora da Penha, Casario com 24 unidades, Cemitério, Posto de Saúde, Escola e Árvore Oití)
A igreja data do século XVIII. Encontra alpendrada e cujo alpendre é encoberto, em parte, pelo galpão construído posteriormente. Localiza-se no topo da falésia. É tombada pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Praia da Penha
Picãozinho
Trata-se de um arrecife de corais e pedras, bem em frente à praia de Tambaú, a menos de 2 km da areia. Durante as marés baixas formam-se piscinas naturais, de águas transparentes.
Durante 4 horas, na maré baixa formam-se grandes piscinas naturais,com suas águas transparentes e mornas, sempre em torno de 26 graus e areias claras, proporcionando a crianças e adultos desfrutar das piscinas naturais um excelente mergulho livre para apreciação de lindos corais e diversas espécies de peixes ornamentais.
Praça Anthenor Navarro
Constitui o início da Rua Maciel Pinheiro. A mesma surgiu de urbanizações promovidas na área durante o final da década de vinte (séc. XX) e início dos anos 30, onde um conjunto de sobrados de dois e três pavimentos onde funcionavam uma farmácia, uma pensão e outros estabelecimentos comerciais e residenciais foram demolidos, dando lugar a uma área livre a ser concebida como praça com jambeiros, bancos e curtos passeios para encontros e interação dos moradores das residências locais, sendo entregue a população em 1933. É da mesma época o casario que compõe as suas laterais. Neste instalavam-se casas comerciais no seu pavimento térreo e escritórios dos melhores profissionais liberais no seu pavimento superior. Os mesmo apresentam arquitetura eclética, com alguns exemplares em art-décor.
Localização: Centro de João Pessoa.
Praça da Independência
Construída em terreno doado por Walfredo Guedes Pereira, foi inaugurada em 1922, em comemoração ao Centenário da Independência. A praça ainda preserva as poucas árvores de Pau-Brasil que restaram e outras plantas como o Ipê. Seu obelisco foi feito em pedra granítica, e o coreto tem o estilo neoclássico. É tombada pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Centro de João Pessoa.
Praça de São Frei Pedro Gonçalves
O “Pátio de São Pedro” é o único largo ainda existente com tal designação na cidade.
Convento de São Pedro Gonçalves:
Sua história remonta a 2 de outubro de 1917, quando foi benta a primeira pedra pelo bispo Dom Adauto de Miranda Henriques, presente o governante Camilo de Holanda e com uma oração do Padre Mathias Freire. Era residência dos Franciscanos e escola apostólica, com o curso propedêutico para os alunos que desejassem ingressar na Ordem de São Francisco.
O convento foi bento, como um todo, a 19 de março de 1919. Constitui um prédio imponente e belo.
Igreja de São Pedro Gonçalves:
Foi fundada aproximadamente em 1843, sendo a pedra fundamental lançada no dia 5 de junho daquele ano. Anos depois, feita a reconstrução, o templo foi cedido aos Franciscanos que vieram à nossa diocese. A igreja tinha sido erguida por contribuição de comerciantes e navegantes que aportavam àquele local. Daí ter-se chamado de início Igreja dos Navegantes. A 08 de dezembro de 1860, foi ali benta a imagem (Tamanho natural) de Nossa Senhora da Conceição, em pedra, na qual a santa aparecia pisando sob os pés uma serpente. Essa imagem foi salva da galera Frederich Geosard, afundada na costa, restaurada e transportada para o local por subscrição encabeçada pelo Cônsul inglês Hrause. Sabe-se que a reconstrução da igreja deu-se, em parte, por possuir ela paredes muito altas.
Nesta Praça Localiza-se também o Hotel Globo
Localização: Bairro do Varadouro.
Praça Presidente João Pessoa
Um marco na paisagem humana e geográfica da capital. Pelos salões decorados com cristais tchecos, passeavam os barões da cana-de-açúcar. Antes de receber o nome do Presidente paraibano assassinado, chamou-se seguidamente: Largo da Igreja do Colégio, Pátio do Palácio, Largo do Comendador Felizardo, Praça Felizardo Toscano e Jardim Público (Este começou a ser construído em 1879, foi concluído em 1881 e neste mesmo ano recebeu um auto gradil de ferro).
A praça propriamente dita foi iniciada pelo Presidente Luiz da Motta Feo e inaugurada a 13 de maio de 1803, no aniversário de D. João VI, depois de nela terem trabalhado índios e escravos destacados por famílias de posses. Anteriormente, possuía coretos, afinal substituídos pelo atual busto de João Pessoa. Sempre se constituiu em ponto de encontro de estudantes, intelectuais e do público em geral. É cercada de velhos e históricos prédios, como o Palácio da Redenção, a Faculdade de Direito (Antigo Colégio dos Jesuítas) e o Tribunal de Justiça. O prédio do antigo “A União”, jornal oficial do Estado, foi demolido há alguns anos para dar lugar à nova Assembléia Legislativa.
Porque reúne o Palácio do Governo, a Assembléia Legislativa e o Tribunal de Justiça, a praça é por vezes chamada de “Praça dos Três Poderes”, embora não seja a denominação oficial. O busto central foi colocado a 8 de setembro de 1933, com a presença de Getúlio Vargas, e é em granito e bronze. É toda ajardinada, possui velhos bancos, está sempre verde e exibe ao turista suas palmeiras imperiais, plantadas ao redor das alamedas por Álvaro Machado. Localização: Centro de João Pessoa.
Praça Venâncio Neiva (Pavilhão do Chá)
A praça foi construída pelo Presidente Camilo de Holanda em 1917 (A inauguração deu-se às 17h00 do dia 21 de julho), bem ao lado do atual Palácio da Redenção. Destinava-se à prática da patinação e contava também com jardins, fontes e coretos. Testemunhas da época dizem que grande número de pessoas dedicava as tardes dos domingos e feriados a correr sobre os patins, no local.
O Presidente João Pessoa demoliu depois o rinque de patinação, mandando erguer o pavilhão central, para fins de serviço dos chás das cinco, no estilo britânico. A partir daí, passou a chamar-se Pavilhão do Chá, embora a praça, uma das mais pitorescas da Capital, tenha o nome oficial de Venâncio Neiva, outro governante paraibano. Ganhou também um belo coreto. Constitui-se ainda em ponto de reunião de intelectuais e jovens namorados. Seus canteiros de plantas datam também de 1917, mas, de lá para cá, a praça sofreu algumas modificações importantes.
Localização: Centro de João Pessoa.
Primeira Igreja Batista
Datando de 1958, o templo atual apresenta um estilo arquitetônico neoclássico de marcante beleza.
Localização: Av. Pres. Getúlio Vargas, s/n - Centro.
Sobrado à Rua Peregrino de Carvalho
Construção do século XIX, possui valor histórico, em virtude de nela ter permanecido preso, antes da execução, o célebre e jovem revolucionário paraibano José Peregrino de Xavier Carvalho, um dos 5 mártires da Paraíba no movimento nativista de 1817, em Pernambuco. Enforcado no Recife, a 21 de agosto daquele ano, esse idealista teve sua cabeça e mãos expostas na esquina da antiga Igreja do Bom Jesus, atual Igreja de Nossa Senhora de Lourdes.
Erguida no Beco da Misericórdia (Anteriormente Rua da Misericórdia, Ladeira das Pedras e Ladeira dos Monteiros e hoje com o nome do herói), era o solar de seus pais. Depois de mais de 150 anos, apresenta as mesmas características frontais, constituindo-se num puro exemplo da arquitetura civil dos primórdios do século XIX. Os seus dois pavimentos resistem ainda ao tempo. É tombado pelo IPHAN desde 21 de junho de 1938.
Sobrado Comendador Antonio Santos Coelho (Casarão dos Azulejos)
Trata-se da antiga residência do Comendador Antonio Santos Coelho. Construção do século XVIII, possui como particularidade principal o revestimento externo com azulejos em tons azuis portugueses belíssimos, trazidos da fábrica Devezas – da cidade do Porto. Que têm não apenas provocado a admiração dos visitantes, como também a cobiça de algumas pessoas, as quais chegaram ao ponto de tentar danificar o prédio, com a intenção de apoderar-se de alguns desses azulejos europeus, num verdadeiro crime contra nosso patrimônio artístico. É tombado pelo IPHAEP desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Rua Cons. Henriques, Nº 159 - Centro.
Sobrado Conselheiro Henriques É tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Rua Duque de Caxias, nº 81 - Centro.
Sobrado Onde Residiu o Presidente João Pessoa É tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Praça da Independência, nº 92 - Centro.
Tribunal de Justiça
Construído entre 1917 e 1919, o prédio do atual Palácio da Justiça foi inaugurado a 30 de março deste ano, na antiga Praça Comendador Felizardo, atual Praça João Pessoa, mas não se destinava ao funcionamento do Tribunal de Justiça, que, durante anos, andou por vários locais, segundo a expressão de Deusdedith Leitão.
Com características neoclássicas, o prédio destinava-se, segundo concebia o governador Camilo de Holanda, à Escola Normal, e ela aí ficou até 1939. Por esta época, o prédio passou por uma reforma interna e perdeu parte de suas características neoclássica, para sediar o Tribunal de Justiça (Julho de 1939), que já funcionara em prédios como os do Tesouro Estadual, do Palácio do Governo e até do antigo Lyceu Parahybano (O velho Convento dos Jesuítas). O atual Palácio da Justiça já sofreu várias ampliações e, em abril de 1969, foi restaurado o seu salão nobre, o qual foi inaugurado ainda à época da Escola Normal. No Tribunal de Justiça, no hall de entrada, situa-se desde 23 de maio de 1965 a cripta em que repousam os restos mortais do Ex-Presidente da República, o paraibano Epitácio Pessoa, e de sua esposa. É tombado pelo IPHAEP (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba) desde 26 de agosto de 1980.
Localização: Praça Pres. João Pessoa, s/n - Centro.
Usina Cultural da Energisa Memorial da Energia e Museu da Eletricidade.
Localiza-se na Av. Juarez Távora, 243, bairro da Torre. Contato: (83) 3221-4985
Contribuição: texto de ADELMO DE MEDEIROS "Principais Bens de Valor Histórico, Artístico Cultural e Natural do Estado da Paraíba".
Retirado do site: www.joaopessoaconvention.com.br